Bilhar

A origem dos jogos de bilhar é muito antiga e controversa. Países com Inglaterra, França, Espanha, Itália, China e outros reivindicam a sua primazia. Nos antigos escritos de muitos povos há referências sobre jogos de bolas impulsionadas por hastes de madeira de formas variadas.

Gravuras de 1480,por exemplo, registramjogo de tacos e bolas sobre campo gramado. No entanto, referências mais objetivas datam do século XVI e XVII.

Alguns historiadores defendem a origem do bilhar quando acontece a transferência do jogo francês "Croquet" para os salões. Na disputa, bolas coloridas eram impulsionadas por meio de uma espécie de "martelo", chamado de "massa". As bolas, em determinada seqüência, eram jogadas umas contra outras e através de uma série de arcos no solo, com a inclusão de "buracos".

Um capitão de infantaria francês preso por motivos políticos, chamado Mingot, em 1807, com uma mesa de bilhar disponível na prisão, resolver criar o taco na forma afilada como ainda hoje é usado. Em 1845 a primeira mesa de bilhar com os novos materiais, já similar às atuais, foi doada à rainha Vitória. Em 1870 as bolas de marfim, que constantemente precisavam ser recondicionadas por perder sua esfericidade, começaram a ser substituídas por materiais alternativos.

 


Dama

A origem do jogo de damas é desconhecida. Pinturas e tabuleiros encontrados em túmulos do antigo Egito, além de outros achados arqueológicos em diversos lugares do mundo, nos dão conta da existência de jogos bem semelhantes ao atual Jogo de Damas. Não existem, no entanto, indícios seguros que nos possam elucidar onde e quando ele surgiu.

No século XVI foram editados na Espanha os primeiros livros de que se tem notícia, contendo elementos teóricos já bastante desenvolvidos. Embora não exista nenhum exemplar, conhecido apenas por citação de outros autores, o primeiro livro editado deve ter sido "El ingénio ó juego de marro, de punto ó damas", de Anton Torquemada, 1547, Espanha. Hoje, estima-se em centenas de milhares os títulos publicados em todo o mundo.

Site: Regras dos Jogos (www.regrasdosjogos.com.br)


Futebol de botão (Futebol de Mesa)

Uma das versões para a criação do jogo, segundo a escritora Maria Cristina Von Atzingen, é de que teria sido ele inventado em 1947 por Peter Adolph, com o nome de "subbuteo".

Outra hispótese é de que em 1930, o carioca Geraldo Décourt teria inventado o jogo, com peças feitas de um material chamado "celotex".

Inicialmente, ainda na décade de 30 e 40, o jogo seria disputado com os botões da cueca de estudantes e depois do uniforme. Desta forma, muitos entravam em classe segurando as calças.


Pebolim (totó)

A origem mais aceita é de que tenha sido criado pelos alemães, na década de 20. As primitivas mesas, produzidas por futebolistas ou carpinteiros, consistiam em uma caixa retangular com uma madeira compensada. Em 1995, ocorreram as primeiras partidas nos Estados Unidos. Larry Patterson criou no início da década de 60, o Foosbal, muito semelhante ao atual jogo que praticamos hoje em dia.


Tênis de Mesa

Três dos modernos jogos populares de raquete descendem diretamente do antigo jogo medieval de “Tênis”, que costumava ser jogado tanto ao ar livre quanto em espaços fechados. Todos nasceram e evoluíram na Inglaterra durante a Segunda metade do Século XIX: o Tênis de Campo, praticado com uma bola mais macia – Borracha coberta de felpo, em terrenos gramados; o Tênis de Mesa (do mesmo modo um passatempo social) em salas comuns; e Badminton, no qual usava-se uma peteca no lugar de uma bola. Todos os 3 são hoje em dia esportes atléticos que exigem rapidez e destreza.

As primeiras lembranças registradas do Tênis de Mesa revelam um jogo rude iniciado por estudantes universitários com livros dispostos no lugar de uma rede , e por militares que o praticavam com equipamentos improvisados no país e no exterior. A primeira menção de um catálogo de produtos esportivos é de F.H. Avres, 1884. A mais primitiva patente até agora encontrada em conexão com o jogo foi a no. 19.070 de 1891, de Charles Baxter de Moreton – in – the Marsh, Gloucestershire, England.

Raquetes podiam ser de madeira, papelão ou tripa animal, coberturas algumas vezes por cortiça, lixa ou tecido; bolas de cortiça ou borracha, redes de diferentes alturas, algumas vezes consistindo de apenas um simples fio; mesas em diferentes tamanhos, partidas com contagens de 10, ou 20, ou 100, saque com um quique inicial na metade da mesa do sacador (o atual sistema), ou diretamente na outra metade da mesa de encontro a um espaço limitado ou não, porém com a obrigatoriedade do sacador estar afastado da linha de fundo da mesa. Nunca figuravam menos de 4 tipos diferentes de duplas. E em qualquer caso, o que era virtualmente o mesmo tipo de jogo tinha muitos nomes.

Nesse mesmo séc. XIX, um corredor de maratonas inglês aposentado – James Gibb – voltou de uma viagem de negócios dos Estados Unidos com bolas de celulóide de brinquedo, que ele imaginou pudessem ser úteis para esse jogo em seu país. Ouvindo-as serem golpeadas por raquete oca, de cabo longo e feita de pergaminho (pele de carneiro), então popular, associou os sons produzidos pela bola na raquete com as palavras pingue-pongue, dando origem ao nome do jogo. Ele submeteu esse nome ao amigo-vizinho John Jaques fabricante de produtos de esporte de Groydon. Este registrou-o através do mundo (os direitos para “USA” foram mais tarde vendidos de Jaques para Parker Bros) e ajudado por esse feliz coloquialismo, o jogo passou a ser uma mania elegante na virada do século.

Tão rápido quanto cresceu ele morreu, e permaneceu quiescente na Grã Bretanha por 18 anos. O colapso talvez possa ser atribuído a várias causas: o grande número de sistemas de jogos rivais e supostos organizadores (nada menos de 14 livros de instruções são registrados no Catálogo da Biblioteca do Museu Britânico, que foram confeccionados neste curto período), uma certa monotonia do jogo quando jogado com equipamento inadequado e a invenção (em 1902) da borracha com pinos para a superfície da raquete, possibilitando tão grande efeito e velocidade que criou um enorme e imediato abismo entre experts e estreantes.

Um programa maior ocorreu na Europa Central. Em 1905/1910 o jogo foi introduzido em Viena e Budaqpeste por um representante de máquinas de escrever e futebolista amador – Edward Shires. Mesmo anteriormente (provavelmente em 1889) – implementos para jogar o Tênis de Mesa chegaram ao Japão, vindod a Grã Bretanha, o que resultou numa peculiar distribuição que durou, na China, Coréia e Hong-Kong, até final de 1920. Mas ambos esses transplantes vieram produzir sementes importantes em etapas posteriores da história.

O Renascimento foi iniciado na Inglaterra e em seguida no país de Gales. Em 1922, após a 1ª Guerra Mundial, J.J. Payne de Luton, um organizador dos velhos tempos, e Percival Bronfield de Beckenham, um campeão nacional inglês adolescente em 1904, seguidos por ª F. Carris de Machester, como também por outros veteranos e novatos ( o assinante dessa carta sendo um desses), formaram uma Associação de pingue-pongue mas, encontrando-se legalmente impedidos por uma marca registrada, dissolveram-se incontinenti e se reorganizaram no mesmo dia sob o velho nome do jogo. Eles redigiram cuidadosamente as regras do jogo, com o intuito de obter sua aceitação nacional por todos os adeptos, e estimularam a criação e venda de alto padrão de equipamentos. O sistema de duplas escolhido foi o que era praticado em outras épocas em Manchester. Quatro anos mais tarde as regras tiveram penetração e foram de boa vontade aceitas no exterior. O Código então tornou-se a base das regras internacionais, e o nome Tênis de mesa o oficial, quando a I.T.T.F. foi fundada em 1926. As modificações do jogo adotadas desde então têm sido:

 

  • A altura da rede de 6,34” por 6”.
  • A proibição do uso da mão livre para criar efeito no saque (uma invenção dos EUA nos anos de 1930).
  • A padronização parcial da raquete; a regra atual estabelece uma lâmina simples de madeira, ou coberta diretamente por uma borracha com pinos, ou por “sandwich” (uma camada de borracha de esponja por baixo dessa cobertura).
  • Uma regra de limite de tempo (adaptada a regra da U.S.T.T.A.), limitando a duração dos sets (21 pontos) em 15 minutos.

Com base nessas regras o diminuto espaço e tempo requeridos, em comparação com muitos outros esportes atléticos, o Tênis de Mesa em 76 tornou-se um esporte de massa, com 124 Associações filiadas à I.T.T.F., muitas delas com centenas de milhares de jogadores filiados (URRS e China: respectivamente, mais do que um milhão e mais do que 2 milhões).

Fonte: Federação Paulista de Tênis de Mesa


 

Xadrez

Não há uma certeza ou hipótese mais aceita para a origem do jogo de xadrez. Alguns estoriadores atribuem como uma criação do Rei Salomão, outros aos sábios mandarins contemporâneos de Confúcio ou ainda aos Egípcios. A pintura mural da câmara mortuária de Mera, em Sakarah (nos arredores de Gizé, no Egito), data de aproximadamente 3000 anos antes da era cristã, é considerado o documento mais antigo, que se tem conhecimento sobre o jogo.

Outro versão para o berço do jogo foi à Índia, aonde teria surgido por volta do século V ou VI de nossa era, derivado de antiqüíssimo jogo hindu que é conhecido por "Chaturanga", isto é quatro lados. Daí teria passado à Pérsia aonde foi buscar o mundo islâmico, que por sua vez o transmitira à Europa por duas vias distintas: Segundo uns, pela invasão muçulmana da Península Ibérica, e segundo outros, durante seu confronto Ocidente-Oriente quando da Primeira Cruzada. No Brasil o jogo chegou em 1808, trazido por D. João VI. O primeiro torneio oficial é datado de 1880.

 

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